Wellness Fisioterapia - Saúde & Beleza
Resgate-se!
GERIATRIA DOMICILIAR
CLUBE DA GESTANTE
URO-GINECOLOGIA
REAB. OROFACIAL

Em 1948, Arnold Kegel, um ginecologista californiano, apresentou seus conceitos a propósito do interesse em se utilizar e desenvolver a musculatura do assoalho pélvico no tratamento da incontinência urinária e dos prolapsos genitais. Porém, foi somente a partir de 1980, na França, que Alain Bourcier organizou o primeiro curso sobre a matéria, ministrado por Pierre Minaire aos interessados no assunto. Daí o tema progrediu pela Europa, propiciando inclusive a regulamentação da especialidade de Fisioterapeuta.

A fisioterapia do assoalho pélvico ou Uro-ginecologica é uma especialidade da fisioterapia que trata das disfunções miccionais como a incontinência urinária em geral, a reeducação miccional nas retenções urinárias, as perdas de fezes, a dor feminina durante o ato sexual, dores pélvicas, a preparação para o parto, a preparação pré e pós-operatória para a cirurgia de prolapso genital, a reeducação de pacientes com neobexigas após cirurgia de câncer de bexiga, assim como reforço muscular nas cirurgias plásticas da vulva, dentre outras alterações uro-ginecológicas e colpo-proctológicas mais específicas. Tendo como finalidade maior o controle ou melhoras dos sintomas do paciente, bem como a melhora da sua qualidade de vida.

A incontinência urinária atinge segundo estatísticas médicas, cerca de 50% das mulheres adultas com mais de 65 anos e representa um grave problema social. Em muitos casos, a pessoa se isola do convívio social e das atividades cotidianas. A incontinência urinaria é multifatorial, sua origem pode ser desde desequilíbrio hormonal, flacidez (constitucional ou não) da musculatura vaginal, obesidade ou ainda traumatismos vaginais provocados por partos com fetos grandes ou longos períodos de expulsão. Até pouco tempo, a cirurgia era o tratamento mais usado para a incontinência urinaria, mas agora já existem novas opções de tratamento, como a fisioterapia.

 

Segundo a ICS, continente é o paciente que apresenta apenas um único episódio diário de perda urinária. (Campbell’s Urology 2006).

 

De acordo com a International Continence Society, “é definida como qualquer perda involuntária de urina (2002)”.

A incontinência urinária de esforço é a perda urinária aos esforços, por hipermobilidade uretral ou insuficiência intrínseca esfincteriana (Ulmsten, 2002).

Pode ocorrer ainda perda de urina devido à hiperatividade detrusora, que é a contração involuntária do músculo detrusor, espontânea ou provocada (International Continence Society, ICS, 2002). Apresenta-se sob a forma de um desejo forte de urinar seguido de grande urgência miccional ou urge-incontinência, ou seja, acompanhado ou não de perda de urina.

 

Na criança o controle da micção geralmente é alcançado até os quatro anos de idade. As crianças com mais de cinco anos que ainda fazem xixi na cama ou ficam com a roupa de baixo freqüentemente molhada durante o dia podem estar necessitando de tratamento.

A fisioterapia reúne técnicas de eletroestimulação, exercícios perineais, cones vaginais e biofeedback, entre outras. Podemos indicar o tratamento de diferentes tipos de patologias pélvicas, como incontinência urinária, fecal, dor pélvica crônica e em algumas disfunções sexuais. A fisioterapia uroginecologica é indicada em casos assintomáticos, mas de alto risco, como nas pacientes grávidas e que desejam partos normais, ou mulheres esportistas que praticam atividades de alto impacto e também quando há patologia pulmonar crônica (tosse), obstipação crônica e em pacientes que realizam trabalhos pesados ou na menopausa. Para mulheres que ainda não apresentam incontinência urinária, mas que já tem algum grau de fraqueza do assoalho pélvico, como por exemplo, sensação de peso ou bexiga caída (grau I), também é indicada tratamentos preventivos.

      

A doença afeta muito mais mulheres do que os homens e aumenta a incidência conforme a idade acentuada. È necessário um bom diagnostico para detectar o tipo de incontinência urinaria.

 

Tipos de tratamento:

 

Eletroestimulação: método fisioterapêutico que consiste na aplicação de estímulos elétricos na musculatura do assoalho pélvico, e pode ser indicado em diferentes tipos de incontinência urinaria, de acordo com a freqüência do estimulo elétrico empregado. Consiste na utilização de corrente elétrica em diferentes freqüências, por meio de eletrodos de superfície, internos como o vaginal e anal.

 

Cones vaginais: Representam uma forma simples e pratica de fortalecer a musculatura do assoalho pélvico. È solicitado à paciente que retenha cones vaginais com mesmo formato, mas pesos crescentes, que variam de 20g a 70gou de 20g a 100g. A técnica consiste em manter o cone mais pesado na vagina por um período de tempo variável.

 

Exercícios perineais: Consistem na realização de contrações lentas e rápidas da musculatura do assoalho pélvico. São indicados no tratamento de incontinência urinaria de esforço, mais recentemente nos casos de bexiga hiperativa. È importante que a paciente aprenda a contrair os músculos corretos, evitando-se assim a contração dos músculos abdominais, glúteos e dos músculos da coxa.

 

Biofeedback: Técnica que vida melhorar os sintomas urinários por meio da conscientização da paciente a respeito da sua musculatura perineal. O biofeedback permite que a paciente tenha um sinal sonoro ou visual como resposta as suas contrações musculares. Desta maneira, a paciente consegue distinguir quais os grupos musculares estão sendo trabalhados, contribuindo para tornar os exercícios mais efetivos. As técnicas de biofeedback são particularmente indicadas para as mulheres que não conseguem contrair corretamente a musculatura perineal, que corresponde a cerca de 30% das pacientes com incontinência urinária.

 

Bola Suíça: A aplicação deste dispositivo no tratamento da incontinência urinária se baseia no conceito de Tanzberger, que tem como meta a restauração da atividade fisiológica do sistema assoalho pélvico-esfíncteres. Para isso, estímulos muito diferenciados precisam ser oferecidos para melhorar a força de fechamento da uretra e do ânus, e para ativar a força de levantamento (função de elevador) do diafragma pélvico. O tratamento com a bola suíça baseia –se na conexão funcional do diafragma pulmonar, musculatura abdominal, da coluna e assoalho pélvico. (Tansberger, 1991).

 

Publico Alvo:

·        Mulheres assintomáticas com mais de 40 anos em caráter preventivo

·       Mulheres com distúrbios do assoalho pélvico e/ou uroginecologicos.

·       Portadores de enurese noturna (crianças com dificuldade de atingir o controle miccional)

·       Homens pós-cirurgia de Hiperplasia benigna prostática (HPB).

·        Pacientes que apresentam distúrbios do SN central e periférico.

·        Mulheres Gestantes e no puerpério.

·        Mulheres no climatério.

·        Disfunção sexual feminina.

HOMEQUEM SOMOSESTÉTICA...FISIOTERAPIA GERALWORKSHOP & EVENTOSFOTOS...
By Aline Lemos Wellness Fisioterapia2010